quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Onde foi parar o meu dinheiro?

Sempre fui bastante desleixado com minhas finanças, gastava normalmente mais do que ganhava e não ligava muito para isso.

As dívidas cresciam, meu trabalho não gerava a renda que eu precisava e isso gerava problemas no relacionamento em casa.

Passei em um concurso público e resolvi me organizar financeiramente e fui ver o que precisava fazer para tanto.

Primeira lição e mais valiosa que aprendi: gastar sempre menos do que se recebe.

Como passei em um concurso que pagava mais do que ganhava, bastava manter o padrão de vida para observar a regra acima.

A Segunda regra foi de que precisamos saber de onde vem e para onde vai nosso dinheiro para não gastar em coisas desnecessária como uma peça de roupa que nunca será usada e já fiz muito disto.

Aqui o caminho foi mais espinhoso porque eu precisava criar o hábito de registar todos os eventos relacionados com o meu dinheiro todos os dias e a todo momento para que o controle funcionasse como eu desejava.

Comecei a usar um gerenciador financeiro online e ali registrava todas as transações. Tinha as minhas contas: Bancária e Carteira e diversas modalidades de gasto.

Registrava as transferências do banco para a carteira, sempre em valor de R$ 200,00. E ao final de 3 meses, crente de que registrava tudo, o saldo da minha carteira era aproximadamente R$ 46,00 a menos do que o meu controle de gastos apontava,ou seja, eu havia deixado de anotar este valor durante aquele peque no período, bem como as diferenças de troco, por exemplo, se eu comprava algo com dinheiro que custasse R$ 3,48 eu anotava este valor, porque era isso que contava no cupom fiscal, mas na verdade eu havia pago R$ 3,50 (esta situação pode dar quebra de caixa para cima ou para baixo).

Aqui cabe citar aquela música que diz "dinheiro na mão é vendaval" e gastamos, esquecemos de anotar e acabamos perdendo o controle das despesas. O melhor é sempre usar o cartão de débito e, após ter uma grande consciência de gestão financeira, o cartão de crédito, cujo valor mensal deve ser quitado sempre totalmente, jamais parcialmente ou parcelado.

Revoltado com o problema,tomei a atitude mais inconsequente que poderia ter tomado: descartei o controle financeiro. 

Mesmo assim, consegui ir saldando as dívidas já que gastava menos que recebia.

Um ano depois tomei a seguinte decisão: somente vou sacar dinheiro do banco no valor certo para pagar alguma conta que eu não possa pagar com o cartão de débito e mais um pequeno valor para gastar em guloseimas durante o mês. Com isto, caso faltasse dinheiro na carteira em comparação com o controle financeiro, bastava lançar a diferença como sendo Guloseima e o problema estaria resolvido.

Com isso, consigo ter um controle de gastos melhor e faço o cruzamento de dados dos meus lançamentos com o sistema bancário semanalmente ou diariamente para ver se não esqueci de anotar alguma despesa.

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