segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Organizando a vida financeira

Para podermos organizar nossa vida financeira temos de tomar conhecimento de vários aspectos, como termos uma noção de patrimônio, de receitas e de despesas e como gastamos nosso dinheiro, que é a parte mais delicada e sensível. Sem este conhecimento prévio não temos como fazer um adequado Planejamento Financeiro.

Patrimônio: Ativo e Passivo

Aqui temos uma informação importante que muitos desconsideram nos cálculos de seus organização financeira e até pouco tempo atrás eu também não tinha esta noção. Nossos bens devem ser divididos em Ativos e Passivos. Evidentemente, quanto mais Ativos tivermos melhor para nossa vida financeira.

Ativo são todos os bens que de alguma forma forma geram ou auxiliam a gerar renda, por exemplo, um computador para quem o utiliza para vendas, escrever em um blog com Ad Sense ou outro tipo de patrocínio, gerenciar investimentos, outro exemplo seria um carro que é utilizado como Uber, no valor da corrida deverão estar incluso uma parcela do combustível, seguro, manutenção e o lucro, um imóvel que é alugado para terceiros que pagam mensalmente aluguel.

Passivo são todos os bens que nos trazem despesas, por exemplo, um computador que é usado apenas para lazer onde ele gasta energia elétrica e não produz nada além de diversão, uma carro de passeio que apenas gasta gasolina, manutenção e despesas com seguro, o imóvel que residimos que nos dá manutenção, e despesas como IPTU e para que aluga, ainda temos o aluguel, e para quem financiou o valor da parcela que é composto pela amortização do que foi pego emprestado e os juros dos bancos, sempre capitalizados.

Orçamento doméstico: tratá-lo como se fosse de uma empresa

Muitas famílias não organizam suas finanças e nem planejam suas despesas. Organizar o orçamento é saber: quanto se ganha, quanto se investe e quanto e como se gasta. E a primeira lição é que devemos sempre gastar menos do que ganhamos.

Existem diversos saites e aplicativos on line que nos auxiliam a organizar as finanças. Eu já utilizei estes 2 (dois) gratuitos:

Minhas Economias: Possui aplicativo e site, é gratuito, fácil de utilizar e tudo o que for lançado no aplicativo, quando chegar em casa ligar a wi-fi é possível sincronizar com o site. Lançamentos e contas ilimitadas. Não há, pelo menos no site, controle de cartão de crédito, no aplicativo, em razão das atualizações acredito que já seja possível fazer isto.

Contas online:  Site online, gostei muito de trabalhar com ele nos meus orçamentos doméstico, mas somente é gratuito para 60 lançamentos mensais, e uma transferência bancária conta como se fosse dois, então na primeira vez que tive mais de 60 lançamentos migrei para o atual sistema que utilizo. Possui controle de cartão de crédito, planos orçamentários.

O atual sistema que utilizo é o Pigo - Seu gerenciador financeiro amigo, que é totalmente gratuíto e com lançamentos ilimitados, possuindo também controle de cartão de crédito.

Um serviço pago desta natureza que pretendo contratar futuramente é o Meu Dinheiro, possui versão gratuita e paga, que possui controle de cartão de crédito, balanço patrimonial, controle de projetos dentre outros serviços. Este saite também possui uma versão paga para controle de investimentos.

Estes sites de gerenciamento financeiro normalmente já oferecem categorias pré-determinadas e permitem a edição de todas elas e criação de Categorias e subcategorias de receitas e despesas. Cabe a cada pessoa criar o seu plano de contas da forma que se adeque às suas necessidades.

Dica: por experiência própria deixar de usar dinheiro vivo é uma opção de economia, pague tudo no débito ou cartão de crédito e não em dinheiro vivo. Eu certa vez fazia um saque mensal de R$ 200,00 e ao final dos 3 primeiros meses de cadastro das contas a minha carteira deveria ter R$ 45,00 e tinha apenas R$ 1,55. Não sei o que aconteceu com o dinheiro, mas devo ter gasto em estabelecimentos que não aceitavam cartão de débito. Se em 3 meses eu não sabia onde tinha gasto R$ 43,45 imagina o aconteceria em 1 ano ou mais. Por isso, resolvi que saco apenas para pagar contas que não tenho como pagar com cartão de débito e fico com somente R$ 50,00 para gastar durante o mês com guloseimas, que podem ou ser gastos. No entanto, caso de desequilíbrio entre o controle financeiro e o que tenho em carteira, faço apenas um lançamento para ajuste. Reflita sobre isto, afinal, se você ou eu tivermos dinheiro na carteira fica fácil comprar um doce de R$ 1,50 e esquecer de anotar. Já se não o tivermos, pagar no cartão de débito, pelo menos para mim, já é um obstáculo porque não uso do cartão de débito para comprar com valor menor de R$ 5,00 e este último valor, hoje fev/19, eu já não pago por um lanche.

Esta prática de fazer os lançamentos deve se tornar um hábito, manter os pagamentos por cartão de débito facilita para o caso de não ter tempo de fazê-lo no momento que a despesa é realizada, possibilitando lançar posteriormente fazendo uma consulta on line no site do banco ou app.

Além de fazer os lançamentos, devemos acompanhar como as despesas evoluem e o que estamos gastando de forma desnecessária. Em termos ideais, devemos lançar cada produto constante em cada cupom fiscal recebido para sabermos exatamente no que gastamos. Eu faço lançamentos somente do valor total, informando o local onde comprei e, espero, evoluir para lançamentos por itens adquiridos, até mesmo para que na hora da confecção da lista de compra eu tenha como colocar um preço de referência que irei extrair do meu controle financeiro. Mas isto, confesso dará muito trabalho e vai requerer muita disciplina e tempo.

Caso opte por lançar item por item, lembre-se de usar esta estratégia futuramente: saiba o quanto você gasta por mês, semestre ou ano, caso você encontre uma oferta imperdível, você poderá comprar todos os itens que você irá gastar naquele período, ou seja, por exemplo, se você encontrar uma oferta de sabonete com 20% de desconto você poderá comprar todos os sabonetes necessários até a data de validade dos itens que você comprar. Raciocine na economia poderá fazer no longo prazo com este hábito.

Com tais dados você saberá exatamente o quanto ganha e o quanto gasta. Posteriormente deverá fixar um valor para os seus investimentos, de curto, médio e longo prazo.

Existe valor mínimo para investir?

Não! Definitivamente não, com o perdão da redundância. O importante é investir e hoje a tecnologia nos permite investir nos mais variados tipos de investimentos, basta ter um computador ou celular e ter acesso à internet.

Existem variadas formas de investimentos para os mais diversos bolsos. O melhor investimento para o longo prazo, acima de 10 anos, eu considero as ações. Precisa ter muito dinheiro, definitivamente não, eu já comprei 3 ações de uma empresas ao preço unitário de R$ 1,43 (valor que eu costumava gastar na mega-sena, agora aposto nas empresas com ação de valor baixo). É possível achar boas empresas com preços que variam de R$ 5,00 a R$ 20,00 reais a ação. Irei em posts futuros explicar como isto funciona e verás que é um grande investimento para o longo prazo, ainda mais que corretoras como a Clear e o Banco Inter não cobram taxa de custódia e nem cobram taxas para as operações. Lembre-se investir em ações é algo complexo, que precisa muito estudo ou orientação. Neste Blog irei tratar sobre investimento em ações, as teorias que estudei e onde investir o os motivos, bem como relatarei meus erros e acertos para que consigas verificar se este é o tipo de investimento que pretende utilizar.

Desmistificando a falsa idéia de que investir é para ricos, e por isso citei as ações, vejamos quanto investir por mês.

Há muitas teorias sobre o quanto investir mensalmente, mas o importante é investir e ir aumentando o valor investido com o passar do tempo investimento é uma questão pessoal, mas deve ser iniciado mesmo que com um valor modesto com objetivo de aumentar sempre os investimentos. Eu hoje pretendo investir 20% da minha remuneração para a minha aposentadoria, longo prazo, e 10% para objetivos de curto prazo, como trocar de carro. Veja que o valor investido também se relaciona com os objetivos de cada um.

Como investir é um assunto que tratarei nos próximos posts, mas deixo a seguir duas dicas importantes:

Fuja da Poupança! A poupança, o tradicional meio de investimento dos brasileiros, hoje em dia já não pode mais ser tratado como forma de investimento eis que não remunera nem o que a inflação corrói do poder aquisitivo de suas economias, principalmente para quem fez depósitos após 04/05/2012 que ditou as novas regras de remuneração da poupança, definindo que quando a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será fixo: 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR). Quando a taxa de juros estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR. Atualmente a SELIC está em 6,5% a.a o que representa uma remuneração da poupança em uma taxa de 4,55% a.a mais TR que tem estado em 0% a.m há um bom tempo. Para saber a rentabilidade sempre devemos descontar a inflação, que normalmente está girando em torno de 4% a.a.

Você precisa formar um Colchão Financeiro que deve variar entre 6 meses a 1 ano da sua remuneração em investimento com alta liquidez, ou seja, um investimento que você possa sacar os valores quando precisar. Existem dois investimentos bastante popular que lhe garante uma rentabilidade um pouco melhor que a poupança, que são o Tesouro Direto e o CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez diária.

Este colchão financeiro deve ser uma garantia para um eventual desemprego ou até mesmo para o caso de alguma doença ou tratamento hospitalar.

Caso tenha alguma dúvida ou sugestão deixe um comentário.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Investir: primeiros passos

A caminhada de qualquer investidot é longa. O primeiro passo a.ser dado é verificar sua organização financeira. Se for organizado, basta planejar, se não estiver, precisará organizá-la porque esta simples tarefa de controlar orçamento necessita disciplia, e investir precisa desta característica e outras tantas como conhecimento, estudo, tolerância, paciência, resiliencia e planejamento.

Organizado o controle de gastos (gastar menos do que ganha), o Primeiro Passo a ser dado é Estudar, exatamente o que você está fazendo agora, e espero ajudá-lo relatando minhas experiências e meus estudos no blog. Buscar conhecimento é algo que o mais experiente investidor sempre está fazendo porque sempre há algo a melhorar. Reza a lenda que o maior investidor do mundo, Warren Buffett, lê aproximadamente 500 páginas por dia.

Quando era criança e estudava sempre ouvia conselhos do tipo leia bastante, leia tudo o que puder e eu me concentrava em ler livros de literatura. Recentemente cheguei a conclusão que se tivesse sido direcionado a leitura de biografias em conjunto com a literatura minha leitura poderia ter sido muito mais proveitosa. Não basta ler, é preciso saber o que ler e como vamos tirar proveito da leitura. Ler apenas por lazer, após os 14 ou 15 anos é um equívoco, creio que nesta faixa etária já podemos ler biografia sobre investidores e empreendedores e, principalmente, livros que nos ensinam a gerir nossa vida financeira. No entanto, para isso os adolescentes precisam de conselhos e indicação de leitura dos pais ou de alguém.

Estude sempre, caso não tenha uma vida financeira organizada inicie sobre este assunto, para depois verificar quais são os tipos de investimentos que estão disponíveis, os riscos de cada um, a rentabilidade, etc.

O Segundo Passo Organizar a Vida Financeira, quem já consegue fazer isto, está um passo à frente. A Regra Geral é gastar menos do que se ganha, investindo um percentual mensal sobre os valores recebidos, que pode ser de 10, 20, 30% ou mais, conforme as possibilidade de cada um (quem mora com os pais e não precisa pagar aluguel, etc. deve fixar um valor maior). Uma vida organizada financeiramente requer principalmente três coisas: A) saber quanto ganha, B) saber quanto vai investir mensalmente, e C) saber onde e com o que é gasto o salário.

Enquanto o futuro investidor se organiza financeiramente, os valores que não gastou devem ser investidos em aplicações seguras, como a poupança e CDB (Certificado de depósito Bancário) com liquidez diária, que pague pelo menos 100% do CDI. Esta taxa normalmente somente os banco menores pagam, a CEF, por exemplo, a única vez que tentei investir em CDB nela pagava somente 84% do CDI. Eu utilizo Bancos Online, como o Banco Sofisa Direto, o qual não cobra nenhuma tarifa. Se fores abrir conta nesta instituição, por gentileza, use o Código GDS0433396, segundo informação do banco cada um de nós ganha R$ 50,00 após o indicado investir R$ 1.000,00. Não cito o tesouro direto porque ele não é um investimento simples como estes dois e requer maiores cuidados.

A propósito você sabe podemos dividir o Patrimônio como Ativo e Passivo? Ativo são os bens que geram mais dinheiro, como ações, CDB, imóvel alugado, um carro que é Táxi. Passivo são os bens que geram despesas, como o carro de passeio para ir passear e ao trabalho, televisão (gasta luz), computador que é usado somente para lazer, o próprio imóvel que moramos gera despesas, principalmente se é alugado.

O Terceiro Passo é  Definir valores, Objetivos e Prazos para os investimentos. Defina um valor mensal para investir conforme cada objetivo. O prazo para seus investimentos fará diferença para o próximo passo porque investimentos devem ser gerenciados pelo tempo que o dinheiro vai ficar investido. Desta forma, objetivos imediatos, investimento de curto prazo (considero até 5 anos), objetivos mais a longo prazo (considero acima de 10 anos), como construção de patrimônio para aposentadoria é a longo prazo. Será no longo prazo que os investimentos trarão os melhores resultados. Por exemplo, aplicando R$ 300,00 por mês com rendimento mensal de 1,2% os primeiros R$ 100.000,00 são alcançados em 132 meses; já R$ 200.000,00 são alcançados em 179 meses (perceba que a segunda pernada de R$ 100 mil foi reunida com somente 47 meses); R$ 300 mil em 209 meses (a terceira pernada de R$ 100 mil em 30 meses) e assim o prazo vai diminuindo, é a força da capitalização dos juros.

O Quarto Passo é Montar uma Estratégia. Após muito estudo é preciso montar uma estratégia para seus investimentos. É aconselhável, montar uma reserva financeira em investimentos de alta liquidez, que podem ser sacados a qualquer momento em razão de desemprego ou alguma eventualidade. Conforme as características de cada pessoa esta reserva deve equivaler a no mínimo 6 meses do seu salário líquido ou mais. Eu, por exemplo, do valor que defini para investimentos utilizo 50 % para investir em CDB com liquidez diária a 100% do CDI e 50% em ações até formar os 6 meses do meu salário, após vou investir 25% no CDB e 75% em ações até ter 12 meses do meu salário e na sequência somente 10% na renda fixa.

O Quinto Passo e´Abrir Conta numa Corretora e investir. Estude as diversas corretoras e verifique qual é a que se adeque às suas necessidades e ao seu bolso. Aconselho a não investir com bancos, eles cobram muitas taxas e reduzem a lucratividade.

Em artigos que publicarei falarei mais sobre cada um dos tópicos citados.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Estou endividado. O que fazer?

Muitas pessoas se perguntam o que fazer e como negociar as dívidas.

Como eu já fui um devedor, vou relatar um caso que aconteceu comigo. Eu tinha um cartão de crédito de uma empresa que tinha loja física e online. E considerando que poderia arcar com os custos da compra de um computador de mesa no valor de R$ 1500,00 parcelados em 10X sem juros, fiz a compra.

No entanto, não consegui honrar sequer a segunda prestação em razão de contingência que não cabe aqui explicar, mas provavelmente por falta de um planejamento financeiro adequado.

Fui inscrito no SPC e considerando que eu considerava os juros do cartão de crédito abusivos, e ainda considero, e na tentativa de negociar juros menores na prestação atrasada não ter alcançado o objetivo que eu desejava: juros em 3% ao mês, que para mim era um valor justo, resolvi retaliar e não mais pagar a prestação porque todos os outros meus bens eram bens de família e não poderiam ser penhorados e tirados da minha propriedade pelo nosso atual sistema legislativo, que impede penhora e leilão de bem de família.

Continuei negativo, e após ter sido nomeado em um concurso,uns 3 anos depois, mudei-me para outra cidade e me enviaram uma carta para meu antigo endereço com proposta de quitação total por R$ 180,00. Infelizmente tomei conhecimento desta carta muito tempo depois do prazo para pagamento e, então procurei a empresa para negociar.

A primeira oferta que me fizeram foi de R$ 450,00 à vista. Encerrei ali a negociação e indiquei o meu e-mail para me enviarem o boleto, poderia ter pedido desconto, mas creio que você deve saber porque não o fiz.

Fica aqui um relato da minha própria experiência.

Tire um tempo e procure ler o livro de Ben Zruel, como título "Eu vou te ensinar a ser rico", nele ele detalha porque esta estratégia deve ser utilizada. Em resumo ele traz os seguintes ensinamentos:

A) se tiver devendo para o banco ou administradora de cartão de crédito nunca parcele a dívida, pague à vista. Se o banco quiser empurrar um parcelamento porque a dívida ficou muito alta, não aceite e não negocie. Saia da negociação, vá para casa e acumule capital para poder negociar e pagar à vista o valor que você considere justo e o pague à vista.

B) O Código de Defesa do Consumidor manda tirar o nome dos devedores do cadastro de restrição ao crédito decorrido prazo de 5 anos.

C) Os bancos e as administradores de cartão de crédito não costumam executar os devedores,exceto se um bem foi dado em garantia como em um financiamento imobiliário ou veicular.

D) Em um determinado momento a dívida se não for cobrada judicialmente prescreverá e o banco não receberá mais nada, por isso quanto mais perto deste prazo,maiores e melhores são os descontos.




quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Onde foi parar o meu dinheiro?

Sempre fui bastante desleixado com minhas finanças, gastava normalmente mais do que ganhava e não ligava muito para isso.

As dívidas cresciam, meu trabalho não gerava a renda que eu precisava e isso gerava problemas no relacionamento em casa.

Passei em um concurso público e resolvi me organizar financeiramente e fui ver o que precisava fazer para tanto.

Primeira lição e mais valiosa que aprendi: gastar sempre menos do que se recebe.

Como passei em um concurso que pagava mais do que ganhava, bastava manter o padrão de vida para observar a regra acima.

A Segunda regra foi de que precisamos saber de onde vem e para onde vai nosso dinheiro para não gastar em coisas desnecessária como uma peça de roupa que nunca será usada e já fiz muito disto.

Aqui o caminho foi mais espinhoso porque eu precisava criar o hábito de registar todos os eventos relacionados com o meu dinheiro todos os dias e a todo momento para que o controle funcionasse como eu desejava.

Comecei a usar um gerenciador financeiro online e ali registrava todas as transações. Tinha as minhas contas: Bancária e Carteira e diversas modalidades de gasto.

Registrava as transferências do banco para a carteira, sempre em valor de R$ 200,00. E ao final de 3 meses, crente de que registrava tudo, o saldo da minha carteira era aproximadamente R$ 46,00 a menos do que o meu controle de gastos apontava,ou seja, eu havia deixado de anotar este valor durante aquele peque no período, bem como as diferenças de troco, por exemplo, se eu comprava algo com dinheiro que custasse R$ 3,48 eu anotava este valor, porque era isso que contava no cupom fiscal, mas na verdade eu havia pago R$ 3,50 (esta situação pode dar quebra de caixa para cima ou para baixo).

Aqui cabe citar aquela música que diz "dinheiro na mão é vendaval" e gastamos, esquecemos de anotar e acabamos perdendo o controle das despesas. O melhor é sempre usar o cartão de débito e, após ter uma grande consciência de gestão financeira, o cartão de crédito, cujo valor mensal deve ser quitado sempre totalmente, jamais parcialmente ou parcelado.

Revoltado com o problema,tomei a atitude mais inconsequente que poderia ter tomado: descartei o controle financeiro. 

Mesmo assim, consegui ir saldando as dívidas já que gastava menos que recebia.

Um ano depois tomei a seguinte decisão: somente vou sacar dinheiro do banco no valor certo para pagar alguma conta que eu não possa pagar com o cartão de débito e mais um pequeno valor para gastar em guloseimas durante o mês. Com isto, caso faltasse dinheiro na carteira em comparação com o controle financeiro, bastava lançar a diferença como sendo Guloseima e o problema estaria resolvido.

Com isso, consigo ter um controle de gastos melhor e faço o cruzamento de dados dos meus lançamentos com o sistema bancário semanalmente ou diariamente para ver se não esqueci de anotar alguma despesa.

Organizando a vida financeira

Para podermos organizar nossa vida financeira temos de tomar conhecimento de vários aspectos, como termos uma noção de patrimônio, de recei...