Para podermos organizar nossa vida financeira temos de tomar conhecimento de vários aspectos, como termos uma noção de patrimônio, de receitas e de despesas e como gastamos nosso dinheiro, que é a parte mais delicada e sensível. Sem este conhecimento prévio não temos como fazer um adequado Planejamento Financeiro.
Patrimônio: Ativo e Passivo
Aqui temos uma informação importante que muitos desconsideram nos cálculos de seus organização financeira e até pouco tempo atrás eu também não tinha esta noção. Nossos bens devem ser divididos em Ativos e Passivos. Evidentemente, quanto mais Ativos tivermos melhor para nossa vida financeira.
Ativo são todos os bens que de alguma forma forma geram ou auxiliam a gerar renda, por exemplo, um computador para quem o utiliza para vendas, escrever em um blog com Ad Sense ou outro tipo de patrocínio, gerenciar investimentos, outro exemplo seria um carro que é utilizado como Uber, no valor da corrida deverão estar incluso uma parcela do combustível, seguro, manutenção e o lucro, um imóvel que é alugado para terceiros que pagam mensalmente aluguel.
Passivo são todos os bens que nos trazem despesas, por exemplo, um computador que é usado apenas para lazer onde ele gasta energia elétrica e não produz nada além de diversão, uma carro de passeio que apenas gasta gasolina, manutenção e despesas com seguro, o imóvel que residimos que nos dá manutenção, e despesas como IPTU e para que aluga, ainda temos o aluguel, e para quem financiou o valor da parcela que é composto pela amortização do que foi pego emprestado e os juros dos bancos, sempre capitalizados.
Orçamento doméstico: tratá-lo como se fosse de uma empresa
Muitas famílias não organizam suas finanças e nem planejam suas despesas. Organizar o orçamento é saber: quanto se ganha, quanto se investe e quanto e como se gasta. E a primeira lição é que devemos sempre gastar menos do que ganhamos.
Existem diversos saites e aplicativos on line que nos auxiliam a organizar as finanças. Eu já utilizei estes 2 (dois) gratuitos:
Minhas Economias: Possui aplicativo e site, é gratuito, fácil de utilizar e tudo o que for lançado no aplicativo, quando chegar em casa ligar a wi-fi é possível sincronizar com o site. Lançamentos e contas ilimitadas. Não há, pelo menos no site, controle de cartão de crédito, no aplicativo, em razão das atualizações acredito que já seja possível fazer isto.
Contas online: Site online, gostei muito de trabalhar com ele nos meus orçamentos doméstico, mas somente é gratuito para 60 lançamentos mensais, e uma transferência bancária conta como se fosse dois, então na primeira vez que tive mais de 60 lançamentos migrei para o atual sistema que utilizo. Possui controle de cartão de crédito, planos orçamentários.
O atual sistema que utilizo é o Pigo - Seu gerenciador financeiro amigo, que é totalmente gratuíto e com lançamentos ilimitados, possuindo também controle de cartão de crédito.
Um serviço pago desta natureza que pretendo contratar futuramente é o Meu Dinheiro, possui versão gratuita e paga, que possui controle de cartão de crédito, balanço patrimonial, controle de projetos dentre outros serviços. Este saite também possui uma versão paga para controle de investimentos.
Estes sites de gerenciamento financeiro normalmente já oferecem categorias pré-determinadas e permitem a edição de todas elas e criação de Categorias e subcategorias de receitas e despesas. Cabe a cada pessoa criar o seu plano de contas da forma que se adeque às suas necessidades.
Dica: por experiência própria deixar de usar dinheiro vivo é uma opção de economia, pague tudo no débito ou cartão de crédito e não em dinheiro vivo. Eu certa vez fazia um saque mensal de R$ 200,00 e ao final dos 3 primeiros meses de cadastro das contas a minha carteira deveria ter R$ 45,00 e tinha apenas R$ 1,55. Não sei o que aconteceu com o dinheiro, mas devo ter gasto em estabelecimentos que não aceitavam cartão de débito. Se em 3 meses eu não sabia onde tinha gasto R$ 43,45 imagina o aconteceria em 1 ano ou mais. Por isso, resolvi que saco apenas para pagar contas que não tenho como pagar com cartão de débito e fico com somente R$ 50,00 para gastar durante o mês com guloseimas, que podem ou ser gastos. No entanto, caso de desequilíbrio entre o controle financeiro e o que tenho em carteira, faço apenas um lançamento para ajuste. Reflita sobre isto, afinal, se você ou eu tivermos dinheiro na carteira fica fácil comprar um doce de R$ 1,50 e esquecer de anotar. Já se não o tivermos, pagar no cartão de débito, pelo menos para mim, já é um obstáculo porque não uso do cartão de débito para comprar com valor menor de R$ 5,00 e este último valor, hoje fev/19, eu já não pago por um lanche.
Esta prática de fazer os lançamentos deve se tornar um hábito, manter os pagamentos por cartão de débito facilita para o caso de não ter tempo de fazê-lo no momento que a despesa é realizada, possibilitando lançar posteriormente fazendo uma consulta on line no site do banco ou app.
Além de fazer os lançamentos, devemos acompanhar como as despesas evoluem e o que estamos gastando de forma desnecessária. Em termos ideais, devemos lançar cada produto constante em cada cupom fiscal recebido para sabermos exatamente no que gastamos. Eu faço lançamentos somente do valor total, informando o local onde comprei e, espero, evoluir para lançamentos por itens adquiridos, até mesmo para que na hora da confecção da lista de compra eu tenha como colocar um preço de referência que irei extrair do meu controle financeiro. Mas isto, confesso dará muito trabalho e vai requerer muita disciplina e tempo.
Caso opte por lançar item por item, lembre-se de usar esta estratégia futuramente: saiba o quanto você gasta por mês, semestre ou ano, caso você encontre uma oferta imperdível, você poderá comprar todos os itens que você irá gastar naquele período, ou seja, por exemplo, se você encontrar uma oferta de sabonete com 20% de desconto você poderá comprar todos os sabonetes necessários até a data de validade dos itens que você comprar. Raciocine na economia poderá fazer no longo prazo com este hábito.
Com tais dados você saberá exatamente o quanto ganha e o quanto gasta. Posteriormente deverá fixar um valor para os seus investimentos, de curto, médio e longo prazo.
Existe valor mínimo para investir?
Não! Definitivamente não, com o perdão da redundância. O importante é investir e hoje a tecnologia nos permite investir nos mais variados tipos de investimentos, basta ter um computador ou celular e ter acesso à internet.
Existem variadas formas de investimentos para os mais diversos bolsos. O melhor investimento para o longo prazo, acima de 10 anos, eu considero as ações. Precisa ter muito dinheiro, definitivamente não, eu já comprei 3 ações de uma empresas ao preço unitário de R$ 1,43 (valor que eu costumava gastar na mega-sena, agora aposto nas empresas com ação de valor baixo). É possível achar boas empresas com preços que variam de R$ 5,00 a R$ 20,00 reais a ação. Irei em posts futuros explicar como isto funciona e verás que é um grande investimento para o longo prazo, ainda mais que corretoras como a Clear e o Banco Inter não cobram taxa de custódia e nem cobram taxas para as operações. Lembre-se investir em ações é algo complexo, que precisa muito estudo ou orientação. Neste Blog irei tratar sobre investimento em ações, as teorias que estudei e onde investir o os motivos, bem como relatarei meus erros e acertos para que consigas verificar se este é o tipo de investimento que pretende utilizar.
Desmistificando a falsa idéia de que investir é para ricos, e por isso citei as ações, vejamos quanto investir por mês.
Há muitas teorias sobre o quanto investir mensalmente, mas o importante é investir e ir aumentando o valor investido com o passar do tempo investimento é uma questão pessoal, mas deve ser iniciado mesmo que com um valor modesto com objetivo de aumentar sempre os investimentos. Eu hoje pretendo investir 20% da minha remuneração para a minha aposentadoria, longo prazo, e 10% para objetivos de curto prazo, como trocar de carro. Veja que o valor investido também se relaciona com os objetivos de cada um.
Como investir é um assunto que tratarei nos próximos posts, mas deixo a seguir duas dicas importantes:
Fuja da Poupança! A poupança, o tradicional meio de investimento dos brasileiros, hoje em dia já não pode mais ser tratado como forma de investimento eis que não remunera nem o que a inflação corrói do poder aquisitivo de suas economias, principalmente para quem fez depósitos após 04/05/2012 que ditou as novas regras de remuneração da poupança, definindo que quando a taxa de juros estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento da poupança será fixo: 0,5% ao mês mais a taxa referencial (TR). Quando a taxa de juros estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano, a poupança rende 70% da Selic mais a TR. Atualmente a SELIC está em 6,5% a.a o que representa uma remuneração da poupança em uma taxa de 4,55% a.a mais TR que tem estado em 0% a.m há um bom tempo. Para saber a rentabilidade sempre devemos descontar a inflação, que normalmente está girando em torno de 4% a.a.
Você precisa formar um Colchão Financeiro que deve variar entre 6 meses a 1 ano da sua remuneração em investimento com alta liquidez, ou seja, um investimento que você possa sacar os valores quando precisar. Existem dois investimentos bastante popular que lhe garante uma rentabilidade um pouco melhor que a poupança, que são o Tesouro Direto e o CDB (Certificado de Depósito Bancário) com liquidez diária.
Este colchão financeiro deve ser uma garantia para um eventual desemprego ou até mesmo para o caso de alguma doença ou tratamento hospitalar.
Caso tenha alguma dúvida ou sugestão deixe um comentário.